Qual é o Custo da “Decisão Ótima”

Nada de novo. Quando os indicadores começam a sinalizar queda da atividade econômica ressurge a tradicional letargia à tomada de decisões.

O que há de novo. O comportamento de buscar a ”decisão ótima”. Decisão ótima para decidir sobre uma nova estratégia, campanha ou aquisição de um novo sistema. Refiro-me ao comportamento, que ocorre após já se ter concluído o estudo completo com todas as etapas de investigação, planejamento e estimativas financeiras. Ou seja, agora o próximo passo é a decisão.

O que está ocorrendo com frequência: a busca pelo preciosismo, por mais uma reunião, por mais uma opinião, enfim pela procrastinação interminável, que consome meses e meses; ou até mais tempo.

É “o empurrar com a barriga” em nome da prudência!

Na verdade, significa postergar as decisões referentes a novos projetos, novos investimentos em marketing, entre outros. Sobretudo, a infundada crença que as oportunidades de mercado se mantem intactas e blindadas, enquanto se aguarda passivamente por uma sinalização mais consistente e de horizonte mais amplo.

Assim, a clássica métrica do Custo de Oportunidade nos ajuda a refletir. Isto é, quanto a empresa perde de receita, de participação de mercado e de resultados, por sacrificar as oportunidades presentes. Por prorrogar a decisão ou por retardar medidas que podem significar dar as costas ao mercado e aos clientes.

Em termos práticos, no âmbito deste blog, quanto custará à empresa postergar a decisão de desenvolver ou rejuvenescer o seu programa de fidelidade e de retenção? De implantar ou atualizar, por exemplo, a sua Plataforma de CRM?

Ou o seu ponto fundamental, fortalecer a sua estratégia de relacionamento, em momento tão crítico para o seu cliente, como o atual?

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5 pensamentos sobre “Qual é o Custo da “Decisão Ótima”

  1. Onófrio Notarnicola disse:

    Eduardo, muito boa! a sua posição, além da análise dos sinais de mercado!quando os rumores e até verdades despontam como algo duvidoso, as organizações de todo o porte, já ficam atentas e estabelecem novos critérios para a escolha de projetos… que na sua grande maioria estão diretamente ligados a investimentos nos processos e/ou sistemas de relacionamento com os clientes e sem dúvida o corte do seu precioso capital humano.

    • Obrigado Onofrio e que bom que você gostou. Realmente, muitas vezes o corte do capital humano, a que se refere, pode ser consequência de processos decisórios morosos que afetam o desempenho da empresa, em relação aos seus concorrentes e ao seu mercado.

  2. Claudia disse:

    Eduardo, excelente artigo. Espelha vivamente a realidade das tomadas de decisão no momento atual. A velha máxima “O ótimo é inimigo do bom” precisa ser urgentemente reativada. Um abraço

  3. Paulo disse:

    Muito bom artigo.
    Isso se torna ainda mais dramático quando a empresa está em fase de adoção de tecnologia de análise de dados. Antes, às escuras, parecia mais fácil decidir: agora, com a nova ferramenta de BI, sempre há uma nova pergunta, como se os dados pudessem decidir por elas. Felizmente, depois passa .

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